quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

O GATO

 

" NÃO ATIRE O PAU NO GATO"







                                                 

Resultado de imagem para musica não atire o pau no gato

  • . RODINHA (1º dia)
  • . Cantar a primeira versão da música " ATIREI O PAU NO GATO"
  • . Perguntar se está certo atirar o pau no gato
  • . Perguntar quem tem animal em casa e dizer qual animal e o nome.
  • . Perguntar se cuidam dos animais e como cuidam
  • . Dizer que os animais que nós criamos em casa ou na fazenda são chamados de domésticos . Eles precisam de nossos cuidados.
  • . Perguntar se podemos criar jacaré , golfinho ou tartaruga em casa e qual o lugar que eles vivem.
  • . Falar que esses animais são selvagens porque é na natureza  que eles devem viver. Está errado quem cria esses animais em casa.
  • . Mostrar figuras de animais em extinção e mostrar que eles estão sumindo porque os homens os caçam para tirar a pele e fazer bolsa, sapato e casaco , além de colocarem fogo na floresta matando vários animais.

  • Atividade ( 1º dia)

  • Envolver a palavra GATO na música
  • Dobradura do gato
  • Formar a palavra GATO com letras móveis
  • Enfatizar som da letra G ( lista de palavras que começam com G)
  • Atividade extra- classe  (2ºdia)
  • . Ver o filme da Tainá
.
  • Atividade (2º dia)
  • . Levar o animal doméstico ( pedir aos pais que esperem um pouco para poder levá-los embora)
  • . Desenhar seus animais domésticos e escrever os nomes deles

  • Atividade ( 3º dia)
  • . Desenhar um animal selvagem e escrever o nome
  • . Desenhar um animal em extinção e completar o nome com letras iniciais

sexta-feira, 26 de julho de 2019

PRODUÇÕES DE TEXTOS DAS CRIANÇAS DE 1º ANO/2013. CRIANÇAS AUTORAS DE SUAS HISTÓRIAS. A

A História do seu Desenho

Crianças Autoras de suas Histórias

(1° ano/2013)

 

          Nessa atividade as crianças desenharam e criaram uma história do seu desenho. Essa atividade foi realizada em uma turma de 1° ano no mês de dezembro de 2023, quando praticamente toda a turma estava no nível alfabético de escrita, porém alguns estavam alfabéticos, mas não apresentavam autonomia para escrever um texto e ainda existiam dois silábicos-alfabéticos e um silábico com valor sonoro, por isso proponho organizar a turma em grupos de seis crianças, para que uma ajude a outra e a professora possa auxiliar as crianças. Elas estando em grupos é mais fácil atender crianças no mesmo grupo do que em carteiras distantes e também, enquanto estão desenhando a professora tem tempo para atender as outras crianças. Agrupar por níveis de hipóteses próximos de escrita também é necessário, pois uma criança atua na zona de desenvolvimento proximal da outra de forma mais satisfatória. As intervenções no nível alfabético são mais em relativas à ortografia, estrutura frasal (espaço entre as palavras na frase), uso do ponto final ou outros sinais de pontuação.  Continuar outra frase depois do ponto final...

            As intervenções com as crianças em nível de hipótese silábico-alfabético são: pedir para a criança ler a palavra a fim de que ela perceba a letra que falta e dessa forma ela mesma vai se corrigir! Quanto aos silábicos com valor sonoro poderá intervir da mesma forma, mas com a produção de menos texto (uma ou duas frases). Se tiver crianças em níveis de hipóteses pré-silábicos e silábicos sem valor sonoro, a criança poderá relatar a professora sobre o seu desenho e escreverá do seu jeito e depois a professora transcreverá o texto, porém pedirá para completar com as letras e sílabas iniciais algumas palavras do texto. Terminando os textos as crianças poderão realizar outras atividades, como: jogos, livros, massinha, desenho... Assim, as crianças se ocupando com outras as atividades, a professora poderá atender crianças em níveis mais iniciais de escrita ou alunos com necessidades educativas especiais, assim atenderá a todos. A atividade também poderá durar dois ou três dias.



























sábado, 21 de julho de 2018

Qual é a letra mais apropriada para se ensinar a ler e escrever no 1º ano do ensino fundamental ? Letra de forma ou letra cursiva?

  




Qual é a letra mais apropriada para se ensinar a ler e escrever no 1º ano do ensino fundamental ?

             É importante que na educação infantil e no 1º ano do ensino Fundamental se escreva com a letra de forma ou imprensa maiúscula, pois as crianças na educação infantil ainda estão desenvolvendo a coordenação motora fina, já  a criança  de seis anos que está iniciando o 1º ano do ensino fundamental apresenta maior controle da musculatura fina, no entanto ainda a está  desenvolvendo. A letra de forma apresenta caracteres individuais, traços retos e menos curvas, portanto é  mais fácil para a criança escrever , sem necessidade de treinamentos  enfadonhos , como, cobrir  e copiar  várias vezes a letra.  Já a letra cursiva necessita de maior desenvolvimento da coordenação motora  fina, por ter mais curvas e uma letra se ligar a outra, sendo necessário não tirar o lápis  do papel. Esta característica é importante, pois torna o registro da escrita mais rápido, porém adequada para quem já possui os movimentos motores mais desenvolvidos e deseja utilizar este tipo de letra para escrever com maior rapidez.

            A letra de forma ou imprensa, também apresenta maior uso social e a criança reconhece mais este tipo de letra, tornando mais fácil e rápido o aprendizado da leitura e escrita alfabética e ortográfica.  Geralmente a criança já reconhece a letra de forma maiúscula da Educação Infantil, pois geralmente as professoras já  fazem os telhadinhos com nomes dos alunos com a letra de forma e  escrevem os textos coletivos com este tipo de  letra.  No 1º ano , portanto é importante a professora continuar com o uso da mesma letra utilizada na educação infantil, pois é uma letra que a criança já reconhece, além de  ter contato com esta letra em vários suportes e meios sociais, como: outdoors, encartes de supermercados, revistas, livros, jornais teclado do computador, do celular, embalagens, rótulos, letreiros...

            Geralmente, o uso da letra  cursiva é mais restrito ao  ensino fundamental I , pois os professores\as  do ensino fundamental II e ensino médio não apresentam essa questão e exigência , apresentando  muitos  educadores\as que escrevem com a letra de forma no quadro.

            Não quer dizer que não é importante que a criança conheça  a letra cursiva, pois esta ainda é utilizada , como: a escrita  de um bilhete e como já disse por muitas professoras do ensino fundamental I que não perceberam ainda  o seu crescente desuso na sociedade , devido ao maior  uso do computador e  vários outros  suportes textuais.

            A letra cursiva poderá ser ensinada no 2º ano, quando a criança progredir para o nível alfabético de escrita. Geralmente a criança com sete para oito anos já apresenta  maior desenvolvimento motor fino, neste caso, ela não necessitará  ficar treinando a letra cursiva até aprender a grafá-la, portanto é sugerido que a professora escreva no quadro com os dois tipos de letras: cursiva e de forma, pareando-as .       

            Existem crianças que desejam escrever com a letra cursiva, devido à família ensinar em casa e por seu prestígio social. As crianças dizem muitas vezes com  orgulho que aprenderam a escrever com a “letra de mão” !  Outras se recusam a escrever com este tipo de letra, mesmo já estando alfabetizada e ainda existem aquelas que apesar de estarem com sete, oito ou nove anos, ainda  apresentam grande dificuldade motora fina, sendo mais indicado deixá-la escrever com a letra de forma. O uso da letra cursiva  no processo de alfabetização pode ser um grande entrave no avanço da aquisição da escrita alfabética e ortográfica, trazendo consequências graves como o fracasso escolar. Segundo ferreiro, (apud nova escola, 1996, p. 11) começar a alfabetização com letra bastão é uma tentativa de respeitar o desenvolvimento visual e motor da criança.          

            As crianças no 1º ano progridem  rapidamente para o nível alfabético , quando escrevem com a letra de forma maiúscula.  De acordo com o grande tempo de vivência que tenho em turmas de 1º e 2º  anos de alfabetização, as crianças nos meses de abril e maio já escrevem pequenos textos nos cartazes ( textos coletivos) e nas folhas individuais, o que não seria possível se  fosse utilizada a letra de cursiva,  pois estariam ainda treinando letra por letra no mês de abril. Em maio a maioria da turma já progride para o nível alfabético de escrita.  As crianças já produzem  textos dos quais são as autoras.

            Elas participam da produção dos textos coletivos com grande entusiasmo, não é enfadonho aprender a ler e escrever.  É significativo, elas se veem como participantes ativas no processo de alfabetização. As crianças se veem representadas, pois suas produções textuais e desenhos estão na sala, suas histórias se transformam em livros que elas levam para casa.  As atividades visam o aprendizado da leitura e da escrita, a fim de que as crianças se tornem de fato,  leitoras e produtoras de textos e  é não perdido o pouco tempo que temos em sala de aula, com treinamentos que  não implicam o real aprendizado da leitura e escrita, pois se é necessário cobrir  e copiar várias vezes as letras .

            A letra cursiva  não respeita o estágio de desenvolvimento das crianças de quatro, cinco e seis anos, segundo os estudos genéticos de Piaget , além de não estarmos atuar na zona de desenvolvimento proximal, segundo Vygotsky. Portanto os argumentos de que a letra cursiva iniciada no processo de alfabetização inicial melhora as conexões neurais, não se articula com os estudos de Piaget e Vygotsky em relação ao desenvolvimento  infantil, apesar de sabermos que cada criança apresenta seu ritmo e observamos  que algumas apresentam um bom desenvolvimento motor fino com cinco e seis anos, porém a maioria nessa idade ainda apresenta grande dificuldade para escrever com a letra cursiva. Quando a criança escreve com a letra cursiva com  sete anos ,  já não necessita  cobrir e copiar várias vezes a letra, pois já apresenta maior desenvolvimento da coordenação motora fina, estamos atuando assim , na zona de desenvolvimento proximal,  zona do desenvolvimento em que a criança apresenta o potencial de realizar uma atividade com ajuda do outro, nesse caso a mediação da professora mostrando como faz a letra cursiva. 

            A lei da melhor continuidade contra indica o uso da letra cursiva no início da alfabetização, porque a melhor continuidade que é a sua característica, emenda as letras, embola, mistura e dificulta ao aluno descobrir onde acaba e termina a letra, portando torna  difícil o  reconhecimento de uma letra por vez  , não sendo apropriado para que a criança progrida nas suas hipóteses de escrita, de acordo com a pesquisa psicogenética de Emília Ferreiro, além de dificultar a leitura ,pois as ligaduras entre as letras deformam a palavra, impedindo uma discriminação rápida para os alunos iniciantes.

            Nas turmas em que se utiliza a letra de forma na alfabetização, há um uso social da escrita.  As crianças escrevem para enviar um bilhete para o colega ou a mãe, uma cartinha para o colega, uma receita para comer um bolo. Um texto instrucional  para fazer um brinquedo.  É muito mais significativo do que ficarmos somente com atividades relacionadas aos sons das letras, memorização mecânica de sílabas que se juntam e formam palavras com sílabas simples  e depois frases e textos sem sentido somente com as sílabas simples memorizadas, além do treinamento motor das letras.

            Ao invés de perdermos grande parte do tempo, com treinamentos de letra cursiva e outras atividades que não são consideradas aprendizagem, mas apenas a repetição de sílabas, as professoras podem utilizar o tempo com atividades que sejam muito mais prazerosas e produtivas para as crianças e que desenvolvam a coordenação motora fina e ampla, a atenção, a memória, a criatividade, as noções de posição, discriminações visuais e auditivas, tais como: jogos e brincadeiras, recorte e colagem, modelagem,  pintura... Tornando essa etapa tão importante do ensino fundamental, uma etapa  encantadora , motivadora e prazerosa para a criança.     

            O objetivo da escola deve ser o de preparar cidadãos críticos capazes de transformar a realidade para melhor, a proposta de alfabetização deve naturalmente adequar-se às exigências da realidade atual. Realidade esta, em que a letra bastão esta presente em todos os momentos da vida de uma criança.

            O mais importante  é saber fazer o uso social da leitura e escrita. Utilizá-la para  se comunicar, registrar o seu pensamento  em forma de produção de texto, ler como forma de prazer , para se  informar  e saber interpretar e produzir os diversos gêneros textuais.

                                                            Karla Cristina C. Gaudencio  


Exemplo de lei da melhor continuidade

A melhor continuidade emenda

 Fonte: " Livro Alfabetização Natural ". Autora: Gilda Rizzo.

           Considerada uma questão bastante complicada e duvidosa, muitos professores não sabem que tipo de letra utilizar para alfabetizar de forma mais eficaz:, bastão ou cursiva? Veja, um quadro descritivo das características das letras cursivas e bastão. 


     


REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS:
ADRIANA, Vera e Silva. Bastão X Cursiva, os prós e os contras de cada letra na alfabetização. São Paulo: Ed. Abril, n. 99, XI, p. 8-16, dez 1996.
CAGLIARI, Luiz Carlos. Alfabetização sem o ba, be, bi, bo, bu. Pensamento e ação no magistério. São Paulo: Editora Scipione, 1999.
Ministério da Educação e do Desporto. Parâmetros Curriculares Nacionais: Introdução aos Parâmetros curriculares Nacionais. Brasília: MEC/SEF.1997
Revista Nova escola: Entrevista realizada com Emilia Ferreiro: 1996. p. 11

RIZZO, Gilda, 1937, Alfabetização Natural. -3ª ed. – Rio de janeiro: Bertrand Brasil, 2005.

     Exemplos de escrita de alunos no 1º ano com a letra de imprensa maiúscula.


Kauan  de Olveira













































Kayke





























Kauan  Eduardo







































Lavínia

























Letícia





























Lucas

Lucas  apresenta paralisia cerebral, porém seu desenvolvimento cognitivo é preservado, somente a coordenação motora ampla e fina foi comprometida.



Não consegui digitalizar a avaliação inicial em fevereiro, mas o aluno iniciou pré-silábico.







Maithê














Maria   Eduarda/ 1º ano/2017





1º ano/ abril/2017. A aluna ao escrever sem apoio retorna ao nível pré-silábico





Maria  Eduarda 2º  ano/ fevereiro /2018
silábico com valor sonoro de algumas vogais


No 1º ano a aluna , não tinha organização espacial, pintava fora do limite do desenho, sumindo com este. Colocava muito água ou muita cola rasgando a folha. Este ano demonstrou maior coordenação dos movimentos finos e organização espacial.
Não sabia nomear várias cores , noções de posição, grandeza e sentido. No 2º ano desenvolveu cognitivamente, na coordenação motora ampla e fina , na organização espacial e sócio-afetiva. Avançou bastante em seu processo de ensino-aprendizagem.




2º ano / Março de 2018
Maria Eduarda está relacionando vários fonemas, porém ainda não apresenta autonomia na escrita e não lê, se escreve sozinha retorna as hipóteses anteriores. Precisa de alguém que a ajude a organizar o pensamento, por isso ainda não a considero alfabética,mas silábico-alfabética ou em processo ou conflito de passagem entre os níveis silábico e alfabético.



2º ano/ abril /2018
Maria  Eduarda
Silábico -alfabética
A aluna está começando a escrever o nome. Se perde na organização espacial , ao copiar o nome do telhadinho e agora que está caminhando para o nível alfabético, relacionado grafema /fonema, está escrevendo ao soletrar como se escreve as sílabas do seu nome sem olhar no telhadinho.







Natan

1º ano /Fevereiro/2017




1º ano/ Fevereiro/2017
pré-silábico



1º ano/ abril/2017
silábico sem valor sonoro




1º ano/ maio de 2017
Conflito de passagem entre os níveis silábico e alfabético.



 Natan /2º ano/ março de 2018









 1º  ano/ Marlon / fevereiro /2017